Hoje trago algumas das fitas que pintei para a minha filha S. para a «Queima das Fitas».
Muitas amigas têm-me perguntado sobre o que acontece na queima das fitas, pois no país delas, não há esta tradição. Eu explico (no caso da minha filha)
Esta tradição teve início em Coimbra e a partir daí foi-se espalhando pelas outras universidades.
- De manhã há a entrega, feita pelo Reitor , da pasta a cada um dos finalistas, a qual contém todas as fitas assinadas com as dedicatórias, e é nominal;
- Por volta das 11 horas tem lugar a missa ao ar livre, no campo de futebol, pois só assim poderão assistir todos os alunos e seus familiares; esta missa foi presidida pelo bispo, e quase no final da missa, os enfermeiros finalistas fazem o seu juramento solene, e de seguida, o bispo benze todas as pastas; após a benção, todos os finalistas fazem uma ovação, levantando as pastas e agitando-as (as fitas como têm cerca de 80 cm, ficam com as pontas caídas para fora das pastas), e é ver fitas de todos os cursos e de cores diferentes a esvoaçar, é lindo; acabada a missa, cada finalista vai almoçar com os familiares;
- À tarde, faz-se a chamada «queima das fitas»: cada finalista tem uma fita com cerca de 30cm de comprimento e 2 dedos de largura, antes, deu aos amigos e familiares, e cada pessoa escreve, de um lado um defeito e do outro, uma virtude do finalista. Numa mesa há um recipiente em barro com lume dentro, e o finalista e um convidado, que pode ser o padrinho de praxe, corta a fita ao meio e deita a parte onde foram escritos os defeitos no fogo.
- Termina assim a festa, que irá culminar com o Baile de Finalista.
Em algumas Universidades, há um cortejo com os finalistas e os caloiros, e percorrem algumas zonas da cidade.








































